Brasil está mais desigual: perdemos 19 posições no ranking da ONU

 

A distribuição de renda no Brasil piorou ao longo do ano passado, e o país também não avançou em questões de gênero. Essas são as duas principais conclusões do último relatório mundial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgado na última terça-feira (21). Além de atualizar os índices de desenvolvimento humano (IDHs) de 188 países, o documento também destaca as minorias que estão excluídas da melhora média na qualidade de vida em todo o planeta.

No pódio da desigualdade, o Brasil caiu 19 posições – só Irã e Botsuana caíram mais. Prova de que as médias nacionais de IDH escondem disparidades internas e flutuações na distribuição de renda. Na cidade de São Caetano do Sul (SP), a renda familiar média per capita chegava a R$ 2.043,00 em 2010, enquanto em Marajá do Sena (MA) – município de menor renda do país – alcançava apenas R$ 96,25.

O IDH brasileiro, em uma escala que vai de 0 a 1, estagnou em 0,754 – valor considerado alto, mas inferior aos índices de países da América do Sul como Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela. Nós ocupamos a 79º posição entre os 188 analisados. Vale lembrar que os dados liberados agora são resultado da análise de informações coletadas até o final de 2015 – alterações econômicas e geopolíticas que tenham mudado as condições de vida em lugares específicos no passado recente só entrarão na conta nos relatórios de 2018 ou 2019.

Embora os dados de curto prazo tragam más notícias, o panorama geral não é motivo de depressão. Nos últimos, 25 anos a qualidade de vida no Brasil aumentou bem rápido: a população ganhou 9,4 anos de expectativa de vida, e a renda aumentou 31,6%.

(Fonte: Super Interessante)

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