Vamos falar sobre amar… amar o amor!

Nos últimos dias aconteceram alguns eventos sobre o amor, dentre eles a Parada Gay realizada no último domingo (7) em São Paulo, e o dia nacionalmente conhecido como o Dia dos Namorados (12). Ambos foram criticados pelas diversas interpretações em decorrência da maneira com que a mensagem sobre o amor foi transmitida: o movimento LGBT pelo uso de imagens e símbolos considerados religiosos para uma parcela da população e o Dia dos Namorados instituído muito mais como uma estratégia comercial para venda de presentes. Não se abordará sobre a história ou o ideal de ambos os fatos, tampouco uma postura de ataque ou defesa para cada um. O tema é AMAR…

É isso aí…o tema não será o AMOR. Será o AMAR.

VAMOS FALAR SOBRE AMAR 2

A grande diferença entre os dois é que o amor ou é ele por ele mesmo (pode existir no mundo das ideias de Platão) ou é produto da ação amar. Ou seja, atualmente luta-se, comemora-se, educa-se, estimula-se o amor, sem amar. E em decorrência disso, por mais que o tema seja o amor, a ausência do amar abre brechas para ódio, incompreensão, incoerência, desilusão, sentimentos derivados de outras ações.

Para uma maior clareza, toma-se como analogia do conceito, a própria definição das palavras: amor é um substantivo e amar é um verbo.

Substantivo: classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam os seres.
Verbo: classe de palavras que se flexiona em pessoa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros processos. O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus possíveis significados.

Ou seja, o substantivo nomeia e o verbo faz. Dessa forma, o amor como substantivo, sendo apenas uma nomeação, não transforma, pois é estático e assume a sua passividade. Amar é a ação do sujeito, é o verbo que serve para qualquer sujeito (podemos fazer analogia das flexões – eu, tu, vós, nós, eles – com qualquer variação em gênero – homem, mulher, X).

Dessa maneira, a Língua Portuguesa nos dá lições mais que gramaticais, que se personificadas ou trazidas para ações concretas pessoais amplia a nossa concepção do que é o amor e do que é capaz o amar. Outro exemplo: oração sem sujeito e substantivo existe, mas não existe oração sem verbo. A partir disso, é possível o amor sem amar?

Portanto, vamos inverter as coisas. Vamos lutar, comemorar, educar, estimular amando (amar) uns aos outros e amando o amor.

Fonte: http://www.soportugues.com.br

A autora do artigo é Melina Lopes, colaboradora do Blog Congresso Juvenil

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