O que perdemos quando crescemos?

É muito comum sentir saudades de quando éramos crianças, não é mesmo? Daquela época de brincadeiras, de pureza, leveza e de muitos sonhos. Época também de poucas responsabilidades. Tempo bom, não é mesmo?

Se pararmos para pensar, as crianças tem um jeito de encarar o mundo diferente dos adultos. Elas ficam muito felizes quando se surpreendem com alguma coisa. Aquele sorriso no rosto encanta e o brilho no olhar é uma luz de alegria.

Elas não tem medo, das coisas e das pessoas, porque não estão preocupadas com o “e se”. “E se” essa pessoa foi do mal. “E se” eu não conseguir?

Elas não possuem nenhum “filtro”, são genuinamente espontâneas.

Elas não tem vergonha de criar alguma coisa. Se orgulham dos desenhos mais malucos que tem sempre um significado para elas.
A medida que vamos crescendo, precisamos abrir um espaço na agenda de diversão, para iniciar nossa vida adulta e acadêmica e assim nos tornarmos boas pessoas e profissionais o que nos faz condutores da nossa própria vida.

Mas nesse processo, que dura anos, até chegarmos a fase adulta, muita coisa boa da nossa essência acaba ficando pelo caminho.

Saber o que quer para o futuro, estudar muito e se dedicar a esse objetivo é o que nos faz crescer, ser independente, e vencer. E isso será sempre a nossa base. Mas não significa que, para isso, devemos perder nossos valores mais íntimos que nos fazem ser mais sensíveis e verdadeiramente humanos e felizes.

Quando crescemos, perdemos a coragem de arriscar, porque temos medo do que é desconhecido. Temos medo de errar. Perdemos o brilho no olhar, a ingenuidade, pois estamos constantemente desconfiados das pessoas. Perdemos a felicidade das descobertas, pois as surpresas já não nos comovem mais. Perdemos a espontaneidade, pois nos acostumamos a lidar sempre com o que é previsível. Perdemos a capacidade de doação, não nos importamos muito com as necessidades do próximo, pois estamos mais preocupados com as nossas necessidades.

O que perdemos quando crescemos2

Passamos a olhar o mundo e as pessoas de outra maneira, com o escudo da malícia e do medo, e com uma lente de ambição exagerada e assim, enxergamos tudo mais preto e branco do que colorido.

Nessa batalha do dia-a-dia, de vencer os desafios, de lutar por uma carreira, de conquistar um bom emprego e de se manter nele, não podemos esquecer da nossa essência. Do que temos de mais puro e verdadeiro. Do respeito ao próximo, do amor às pessoas, das gentilezas, da compaixão, da solidariedade.

Acredito que na vida sempre colhemos o que plantamos, então, vamos plantar, além de muita dedicação e esforço, muito amor e respeito. Porque isso nos retornará.

Nunca deixe de sonhar e ver o mundo como se ainda fosse uma criança.

Artigo da colaboradora do Blog Congresso Juvenil Veridiana Gonzaga de Oliveira Scortecci

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